Trabalhadores da Celeste exigem decisões que garantam a viabilidade da empresa

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Os trabalhadores da Celeste Actual manifestaram "grande preocupação pelo impasse e a falta de decisões céleres que permitam devolver normalidade à vida da empresa".

Reunidos em plenário esta semana os trabalhadores analisaram o actual contexto do processo de insolvência e do Plano Especial de Revitalização (PER) apresentado pelo actual accionista e manifestaram preocupação pela constatam "falta de matéria-prima que está a agravar ainda mais a situação da Empresa, impedindo a produção regular dos seus produtos habituais, a satisfação das encomendas e o cumprimento dos compromissos com clientes".

Em comunicado, o Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, fala de uma situação que "penaliza directamente os trabalhadores e compromete desnecessariamente a actividade produtiva".
Neste contexto, os trabalhadores defendem a tomada de medidas urgentes dotando a Empresa "da liquidez necessária para retomar a produção e assegurar o seu normal funcionamento".

O Sindicato considera que a Celeste é "uma empresa viável" atendendo a que "produz e comercializa produtos de qualidade reconhecida no mercado e possui uma rede comercial estruturada, assim como trabalhadores experientes e qualificados, garantindo que, com decisões atempadas e responsáveis, seja possível uma rápida reactivação do negócio".
No plenário, os trabalhadores afirmaram que "não aceitarão a perda de dias de férias para compensar os períodos em que se encontram parados sem trabalho por razões que não lhes são imputáveis".

Segundo o Sindicato, a Empresa "ainda não pagou os subsídios de férias de 2025, e o pagamento dos salários tem sofrido intermitências ao longo do último ano, o que já tinha motivado um protesto dos Trabalhadores em Julho do ano passado".

O Grupo Santiago já soliciou à Adminsitração da Empresa um comentário ao comunicado do Sindicato.


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