Família de Maria Leonor apela à solidariedade para aquisição de carrinha adaptada

A família de Maria Leonor, uma jovem de 16 anos com síndrome de Rett, lançou um apelo à solidariedade da comunidade para conseguir adquirir uma carrinha adaptada, essencial para garantir a mobilidade e o bem-estar da jovem.
Maria Leonor, descrita pela mãe, Cristela Araújo, como "um bebé autêntico", não fala, não anda nem se alimenta de forma autónoma. Com o crescimento da filha, o transporte tornou-se cada vez mais difícil. Actualmente, a família utiliza um automóvel que dificulta significativamente a colocação e retirada da jovem da cadeirinha.
"Está muito complicado. A Leonor está grande, pesada, e já nos custa muito metê-la no carro. Estamos mesmo no nosso limite", explica Cristela Araújo, que se encontra em casa a tempo inteiro a cuidar da filha. A situação financeira da família não permite a aquisição do veículo, uma vez que vivem apenas do salário do pai e sem possibilidade de recorrer a comissões ou rendimentos extra.
O orçamento para a carrinha adaptada, já com todas as adaptações necessárias e com os descontos a que Maria Leonor tem direito, é de 32.880 euros. Segundo a mãe, a família optou por não recorrer, para já, aos apoios da Segurança Social, devido à demora do processo, que pode ultrapassar os dois anos. "A Leonor precisa agora. Não conseguimos esperar tanto tempo", refere.
As doações começaram recentemente, através da página solidária criada em nome de Maria Leonor, onde estão disponíveis os dados para contributos por transferência bancária e MB Way (Vamos ajudar a Maria Leonor "Noquinhas"). No entanto, ainda não é possível quantificar o valor angariado, uma vez que o apelo foi lançado apenas há poucos dias.
Além da mobilização nas redes sociais, a escola que Maria Leonor frequenta já manifestou intenção de organizar iniciativas solidárias. A Associação de Estudantes também demonstrou disponibilidade para colaborar, estando ainda a ser definidas as ações a desenvolver.
A família apela à generosidade da comunidade, sublinhando que qualquer ajuda pode fazer a diferença na qualidade de vida de Maria Leonor e no dia a dia de quem cuida dela.