Sindicato quer reunir com autarquias e administradores das insolvências das empresas da Celeste

O SINTAB - Sindicato dos Trabalhadores da Agricultura, e das Indústrias de Alimentação, Bebidas e Tabacos de Portugal, solicitou a realização de reuniões urgentes com os três administradores de insolvência responsáveis pelas empresas Conceitos Avulso, Celeste Actual e Nofícios, bem como com as Câmaras Municipais de Guimarães e Vizela, na sequência da grave situação social criada pela insolvência das empresas do Grupo Celeste.
Para o Sindicato, "trata-se de uma realidade que levanta sérias preocupações sociais, uma vez que várias destas famílias enfrentam já situações de vulnerabilidade económica, resultantes da perda abrupta de rendimentos".
Perante isto, o SINTAB entende que "é fundamental articular esforços entre os administradores de insolvência, as autarquias e a organização sindical, de forma a acompanhar o impacto social desta decisão e encontrar caminhos que permitam proteger os trabalhadores e as suas famílias". Ao mesmo tempo, o Sindicato pretende discutir a possibilidade de ajuda no desbloqueamento de alguns entraves técnicos e burocráticos que têm surgido no processo e que podem estar a dificultar a melhor resolução económica para os trabalhadores, sendo essencial afirmar um princípio de justiça elementar neste processo: todos estes trabalhadores trabalhavam, na prática, para a mesma realidade empresarial e com o mesmo objectivo produtivo, apesar de estarem formalmente distribuídos por três empresas distintas. Com essa certeza, o Sindicato defende que "todos os trabalhadores devem poder ser ressarcidos das dívidas laborais através da massa insolvente existente no conjunto do Grupo, independentemente da empresa a que estavam formalmente vinculados".
Acresce ainda que, segundo os elementos de que o SINTAB dispõe, "a facturação registada nos últimos meses de actividade da empresa principal do Grupo será, por si só, suficiente para garantir pelo menos o pagamento integral dos salários em dívida aos trabalhadores, o que reforça a necessidade de assegurar que esses valores sejam canalizados para a satisfação prioritária dos créditos laborais".
Para o SINTAB, "a prioridade absoluta neste processo deve ser garantir justiça para os trabalhadores que durante anos asseguraram a atividade deste grupo empresarial, impedindo que fiquem desprotegidos perante uma situação de insolvência que não criaram".
O Sindicato aguarda agora a marcação das referidas reuniões, reiterando a sua "total disponibilidade para trabalhar com todas as entidades envolvidas na procura de soluções que salvaguardem os direitos e a dignidade dos trabalhadores afectados".
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