Sindicato fala em "trapalhada" no Grupo Celeste e não descarta avançar com processo judicial

A Administração da Celeste reiterou em reunião com os representantes dos trabalhadores que a insolvência é o cenário mais provável para aquele grupo empresarial de panificação.
O Sindicalista afirmou que numa reunião com os responsáveis da Celeste "foi-nos garantido que é para avançar para a insolvência, mas para a insolvência da Celeste Actual, que é uma das empresas do Grupo Celeste". José Eduardo acrescentando que os trabalhadores estão numa situação "complexa e muito estranha" já que pertencem, desde 2019, à Conceitos Avulso que se "encontra em insolvência e não tem massa insolvente", sendo uma das empresa do Grupo detida pelas mesmas pessoas que detêm a Celeste Actual que tem um PER em curso.
"O que acontece neste momento, se fizermos uma aplicação meramente prática e técnica daquilo que são as leis, os trabalhadores pertencem à Conceitos Avulso que não tem massa insolvente para pagar as dívidas aos trabalhadores e por isso vão ter de recorrer ao Fundo de Garantia Salarial, coisa que já não acontece na Celeste Actual, que é a empresa principal do Grupo.
O Sindicalista acusa ainda a Celeste Actual de ter tido no mês de Janeiro "umas centenas de milhares de euros de liquidez e vá-se lá saber porquê optou por não pagar salários", situação que o Sindicato promete contestar.
José Eduardo considera que se está perante uma grande "trapalhada" e não exclui a possibilidade do Sindicato intentar uma acção judicial contra a Celeste "se houver margem" para isso. Nesta altura, considera que a prioridade para a "reclamação de créditos por parte dos trabalhadores e, dentro daquilo que é o âmbito e a margem de manobra dos administradores de insolvência e de PER, de orientar aquilo que é a liquidez da empresa para aquilo que é o mais prioritário, pagar salários aos cerca de 300 trabalhadores".
Recorde-se que a Celeste suspendeu a laboração e encerrou os seus estabelecimentos. Entretatno, para sexta-feira está marcada uma concentração dos trabalhadores, às 11h00, junto às instalações da Celeste, na freguesia de Polvoreira.
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