Vasco Botelho da Costa: "Queremos ao máximo regressar às vitórias junto dos nossos adeptos"

Certamente espera regressar aos triunfos frente a um adversário que está a realizar uma boa época?: “Como é óbvio, queremos ao máximo regressar às vitórias junto dos nossos adeptos. O Gil, mais do que tudo, é um dos bons projetos do nosso futebol, em que se nota claramente que há uma ideia por trás de tudo, em toda a hierarquia, com mérito tem quem dirige a parte desportiva, no treinador, com uma ideia muito bem vincada e de qualidade, jogadores de qualidade. Sem dúvida, é um dos bons projetos do nosso futebol, que está a fazer um grande campeonato, é uma equipa difícil, muito competente no momento da organização defensiva, com timings de pressão muito bons, também com processos bem definidos daquilo que é o ponto de vista ofensivo, sabe contrariar pressão, sabe jogar contra blocos mais compactos e mais baixos. Portanto, uma equipa competente, que vai obrigar-nos a estar, sem dúvida, ao nosso melhor nível. Temos que olhar para o último jogo e aquela frustração/revolta que sentimos por termos, na nossa opinião, feito um jogo bastante competente, queremos conseguir transformar isso em motivação extra para dar uma resposta. Um dos nossos objetivos para esta segunda volta é melhorar aquilo que é o resultado contra as equipas que estão à nossa frente na tabela. Sentimos que, na primeira volta, não conseguimos ter resultados positivos contra a maior parte dessas equipas, mas conseguimos ter boas exibições, conseguimos fazer jogos alguns deles muito competentes, onde até sentimos que fomos melhores. Temos aqui bons ingredientes, de certeza absoluta, para um grande jogo. Estaremos preparados para dar uma boa resposta."
O que traz o regresso do Maracás?: “Temos o Maracás e o Gil, vai falhar o Stjepanovic pod castigo. Aquilo que também me deixa extremamente satisfeito é que em nenhum momento do jogo da semana passada nos lembrámos do Maracás. Não são as ausências, semana após semana, que acabam por algumas ser naturais, porque lesões e castigos fazem parte da época de todas as equipas, que nos fazem sentir que possamos estar mais fracos. A verdade é que, independentemente de quem jogue, eu penso que a equipa nem sempre faz grandes jogos, nem sempre consegue estar ao seu melhor, mas também é muito difícil baixarmos de um determinado nível exibicional. E isso é mérito de todos os jogadores. Independentemente de quem jogue, de certeza absoluta que vamos estar muito fortes.”
O Gil vem de uma goleada ao Famalicão…: “Eu acho que eles têm estado muito bem desde que o campeonato começou, não foi só a semana passada. Ganhar por um score daqueles traz motivação extra, ainda que tenha sido também um jogo com circunstâncias especiais, porque estiveram muito tempo a jogar em superioridade numérica. A verdade é que quando falamos destas equipas que estão a fazer os melhores resultados e as melhores classificações do nosso campeonato, são equipas com muito poucos pontos fracos, são equipas competentes em todos os momentos do jogo. Esse é o nosso primeiro desafio, é conseguirmos ser também competentes em todos os momentos do jogo, porque estes jogos às vezes decidem-se num duelo perdido. Eu lembro-me, por exemplo, do nosso jogo da primeira volta em Barcelos, aquilo que acabou por desbloquear o jogo e fazer a diferença foi um duelo que nós perdemos, que permitiu o Gil ter vantagem perante a nossa linha defensiva e abrir o marcador. Nós temos que igualar essa competência para depois podermos, obviamente, conseguir também fazer a diferença pela nossa qualidade e saber aproveitar alguns erros que possam acontecer, porque os erros fazem parte. Esperemos que não aconteçam da nossa parte, e que quando acontecerem o Gil não consiga aproveitar, e nós conseguimos aproveitar quando acontecerem do lado lá."
Foi um longo mercado, com mais saídas do que entradas…: “Respondendo com a máxima honestidade, acho que podemos ter perdido um bocadinho de experiência, mas eu penso que o plantel que nós temos hoje é um plantel que nos prepara muito mais para o nosso futuro e para aquilo que é o projeto do Moreirense. Isto é um novo Moreirense que nós estamos a assistir, mas, ao mesmo tempo, o Moreirense que havia para trás era, se não o melhor, um dos melhores exemplos de competência e de gestão no futebol português. Estávamos a falar de um clube que não tinha investidor, mas era e um clube que se autos sustentava, e que praticamente não dava prejuízo. Aquilo que nós queremos é, a médio prazo, conseguir criar garantias para que o Moreirense possa subir o degrau. E eu disse também por muitas vezes que a entrada de novas pessoas, novas ideias, poderia significar darmos um ou dois passos atrás para depois podermos, nesse médio prazo, dar os passos em frente. E a verdade é que, fruto dos resultados e da competência de todas as pessoas que aqui estão, principalmente dos jogadores, criou-se a sensação que esses dois, três passos atrás que nós iríamos dar, porque lá está, novas ideias, novas relações, novas adaptações, crescimento, parece que não os demos. Sabemos muito bem aquilo que estamos a fazer neste projeto. Olhamos para o início da temporada passada e vemos o Moreirense no top-3 dos plantéis mais velhos da Liga. Olhamos para o plantel agora e estamos no top-3 dos plantéis mais jovens. E esse é muito também daquilo que é o projeto do Moreirense. Agora, em nenhum momento nós perdemos aquilo que é a nossa ambição. Temos um objetivo muito bem definido que não está atingido. Queremos, o mais rapidamente possível, fazer os cinco pontos que nos faltam. E como só podemos conquistar três de uma vez, o nosso foco são estes três pontos, para podermos estar mais perto daquilo que é o nosso objetivo. E uma certeza eu tenho, temos soluções para todas as posições, temos soluções de qualidade para todas as posições e temos jogadores que nos permitem estar próximos daqueles que são os nossos objetivos, que é ganhar jogos e que também é valorizar e potenciar atletas.”