Rui Costa está entre os melhores jovens da gastronomia

Há pratos que alimentam o corpo e outros que alimentam a memória. Para Rui, a gastronomia sempre foi mais do que técnica ou apresentação: é afecto, partilha e identidade. Foi com essa ligação emocional à comida, construída à volta da mesa de família, que conquistou o prémio Jovem Talento da Gastronomia, destacando-se num dos concursos mais exigentes da área a nível nacional.
A relação com a cozinha começou cedo, ainda na adolescência, muito antes de qualquer formação académica. Durante a quarentena imposta pela Covid-19, com apenas 16 anos, cozinhar passou a ser uma rotina diária. Entre livros, vídeos, experiências e tentativas, descobriu que preparar comida era a sua forma mais natural de comunicar e demonstrar carinho pelos outros. “Cozinhar sempre foi uma maneira de expressar o meu afecto pelas pessoas”, disse.
Apesar de uma breve passagem pela universidade, onde tentou o curso de Gestão, rapidamente percebeu que aquele não era o seu caminho. A decisão de mudar não foi fácil, mas foi clara. Apostou então numa formação de nível 5 em Culinária e Arte, na Escola de Hotelaria do Porto, assumindo sem hesitações que queria construir um futuro ligado à gastronomia.
O gosto pela comida vem de uma família numerosa, onde cozinhar sempre foi um ritual colectivo. Almoços de domingo, mesas grandes, pratos tradicionais e histórias partilhadas, moldaram a sua relação com os sabores. Entre todos, há um prato que carrega um significado especial: o arroz de cabidela. Não apenas pelo sabor, mas pelas memórias que transporta. “Lembra-me a minha infância, a minha família toda reunida à volta da mesa.”
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